O IBT elaborou o Projeto Agropolo de Barretos baseado em um diagnóstico regional (28 municípios da sua área de abrangência), envolveu universidades do Brasil e do exterior, empresários de todos os portes e realizou um Congresso Internacional em Barretos com a participação dos segmentos citados inclusive com universidades de 6 países (Estados Unidos, Reino Unido, França, Dinamarca, Chile e Argentina). O resultado do Congresso foi a sinalização da importância de se promover o desenvolvimento econômico e social focado na garantia do controle da qualidade de alimentos para exportação, com rastreabilidade e com o controle do meio ambiente nas cadeias produtivas contempladas na região (olericultura, fruticultura, piscicultura, pecuária e grãos). Surgiu portanto o Programa Agropolo alinhado com as tendências globais, com interesses no aumento das exportações e evidentemente no abastecimento  do  mercado interno, gerando empregos e oportunidades de  negócios,  que  certamente  darão     grande     contribuição   na melhoria  da   qualidade   de   vida  da  população, colocando o  Brasil  em posição  de  destaque

 no cenário internacional. negócios,  que  certamente darão  grande  contribuição  na  melhoria da qualidade de vida da população, colocando o Brasil em posição   de  destaque no cenário internacional.

Análise da Situação Geral

 As propriedades rurais da Região de Abrangência do AGROPOLO apresentam 64.32% do seu total de pequenas propriedades com até 50 ha, o que representa 12,47% da área. Apesar da maior concentração do valor total da produção da região (97,02%), estar nas áreas que em sua maioria se encontram acima de 50 ha, são nas pequenas e médias propriedades que se encontra a grande demanda para o uso de novas tecnologias e um potencial maior para o emprego de mão-de-obra não qualificada, dispensada pela mecanização e automação nas grandes propriedades. Entretanto existe a necessidade da adoção de técnicas específicas para cada propriedade, cultura e criação a serem desenvolvidas. É primordial o acompanhamento de cada etapa de produção para certificação da qualidade do produto final, assim como de cursos de qualificação profissional. 

Atividades como a piscicultura, olericultura, pecuária, fruticultura e grãos, em micro e pequenas propriedades, necessitam ser acompanhadas de perto, pois são as que no momento, menos utilizam as tecnologias disponíveis. Com uma grande demanda de exportação desses produtos, as mesmas tornam-se inviáveis sem o controle e sem a certificação da qualidade. Em outras propriedades, por exemplo, a pecuária na região, que possui um rebanho de cerca de 417.856 cabeças, entretanto com uma taxa de lotação de 1,4 UA/ha, considerada muito baixa para a região, se deve à degradação das pastagens o que faz uma indústria frigorífica da região, com capacidade para abater 3000 animais por dia, comprar a carne de frigoríficos de outras regiões do país para realizar a sua industrialização.

 O AGROPOLO de Barretos propõe a integração entre a agricultura e a pecuária utilizando as lavouras de grãos para recuperar as pastagens e aumentar a taxa de lotação para 12 UA/ há, que também viabilizará a criação de aves e suínos pelo aumento da produção de grãos, que fornece matéria prima para a alimentação destes.   

Fica evidente que para os pequenos produtores da região de abrangência do AGROPOLO produzirem, principalmente para exportação, necessitam utilizar tecnologias adequadas, disponibilizadas pelo AGROPOLO, através das instituições conveniadas nacionais e internacionais, bem como a certificação de qualidade não só do produto final, mas também nos processos de produção, ou seja, ao longo das cadeias produtivas (rastreabilidade).

 Os laboratórios disponíveis no Brasil, que têm condições de atender as exigências internacionais, não têm condições de atender a demanda do setor produtivo, uma vez que se dedicam prioritariamente no desenvolvimento de pesquisas científicas, não possuindo infra-estrutura dimensionada para atender o volume e a diversificação da produção, ao longo das cadeias produtivas.

 A região do AGROPOLO vem sendo solicitada a atender a demanda do mercado externo, que é exigente na qualidade e nas técnicas de manejo em toda a cadeia produtiva. Importadores não abrem mão do controle de qualidade e da certificação. Para os pequenos produtores, resolver essa situação é tarefa extremamente difícil de ser por eles realizada. Resta, portanto, a transferência de tecnologia, através de treinamento continuado, de serviço de extensão com orientação técnica aos produtores e da adaptação e desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas ao setor produtivo.

 Por essa razão torna-se necessário que o AGROPOLO tenha uma equipe de especialistas que atue de forma multidisciplinar para solucionar problemas e colocar o setor e a região em condições de competir internacionalmente, demonstrando através de um laboratório capacitado para atender prioritariamente a demanda da produção, visando a exportação de alimentos, nas condições exigidas pelo mercado internacional. Trata-se de atuar na mudança cultural dos pequenos produtores rurais de modo que atuem agrupados para terem escala de produção, com produtos com características uniformes e isso só se faz com tecnologia, treinamento e controle da produção.

 A região do AGROPOLO de Barretos é a 3a do Estado de São Paulo em volume de produção e a 16a em produtividade por hectare, o que demonstra que ela necessita urgentemente de agregação de tecnologia, caso contrário não será competitiva e desestimulará o investimento dos produtores nessas atividades por estarem utilizando tecnologias e métodos ultrapassados que inviabilizam os seus negócios, tendo como conseqüência um desastre social.

 Para tanto torna-se necessário a adesão de investidores nacionais e/ou internacionais como indutores desse processo de Desenvolvimento, fazendo parcerias com o IBT Organização do Terceiro Setor (OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), que assumirá o compromisso de garantir após os 48 meses de sua implantação, a continuidade do programa através da prestação de serviços para a iniciativa privada.

Essa é a proposta do IBT como OSCIP. A lógica do Programa Agropolo mostra e evidencia o interesse do envolvimento do setor produtivo, entretanto isso somente será feito após a indução do investimento necessário.

Objetivo Geral



Transferir tecnologia, aumentar a produtividade com controle de qualidade ao longo das cadeias produtivas de alimentos de origem animal e vegetal, priorizadas para a região, inclusive a Ambiental (rastreabilidade), atendendo a demanda do setor produtivo, com a emissão de Certificação da Qualidade do alimento, in natura ou processado industrialmente, conforme padrões e normas internacionais, para atrair investidores gerando emprego e renda principalmente para os micro e pequenos produtores rurais, para que possam abastecer tanto o mercado interno como o externo.

Objetivos  Específicos ( Metas Físicas )

§        Implantar o Centro de Controle e Certificação da Qualidade Ambiental e de Alimentos (CQA), para atender prioritariamente a demanda do setor produtivo visando o mercado interno e externo conforme exigências internacionais;

 §          Selecionar e qualificar os profissionais que trabalharão no Controle e Certificação, dentro do Centro, nas análises, como no campo e nas agroindústrias, visando orientar os empresários quanto aos procedimentos que eliminam riscos de comprometer a qualidade dos produtos, ao longo das cadeias produtivas (rastreabilidade);

 §          Desenvolver pesquisas tecnológicas que envolvam a Biotecnologia (Animal e Vegetal) e a Agricultura de Precisão (Instrumentação Agropecuária, Automação e Mecanização Agrícola), que garantam a transferência de tecnologia para o setor produtivo nas cadeias produtivas selecionadas para a região: Piscicultura, Olericultura, Fruticultura, Pecuária de Corte e Leite e Grãos (Milho, Soja, Sorgo e Café);

 §          Implementar o centro de treinamento para qualificação profissional de produtores de pequeno porte  

Justificativa da Proposição

O mercado interno e externo tem exigido a cada dia mais, produtos que tenham a qualidade certificada. Os consumidores em todo o mundo estão se tornando mais exigentes e consomem produtos que sejam confiáveis quanto à certificação.

O setor produtivo tem dificuldades em manter laboratórios próprios e mesmo que tenham condições não podem certificar seus próprios produtos, necessitando assim de laboratórios credenciados e independentes.

Os laboratórios disponíveis e credenciados geralmente têm como objetivo realizar pesquisa ou ensino e se encontram instalados em instituições que não conseguem atender a demanda do setor produtivo, ou seja, a escala da produção, de modo a suprir o mercado consumidor. Por outro lado torna-se necessário que esse laboratório esteja localizado na região onde ocorre a produção (250 km de Raio), evitando-se custos elevados de controle e transporte para essa finalidade.

 Demandas voltadas à exportação de alimentos têm exigido tomadas de decisão no sentido de viabilizar a Certificação da Qualidade. Indiretamente, com esse Centro de Controle e Certificação da Qualidade de Alimentos, os produtores de todos os portes inclusive os da Agricultura Familiar terão apoio quanto à qualidade da sua produção e de uma maior organização, através de cooperativas, associações ou empresas e em mais qualificação, procurando utilizar as escolas técnicas e superiores para se profissionalizar, a fim de atenderem um mercado cada vez mais exigente.

 Certamente, a indução do Centro, gerará empregos diretamente em suas atividades, que se dividirão em atividades internas, de análises, e externas no acompanhamento, controle e monitoramento no campo e nas agroindústrias, em todas as cadeias produtivas priorizadas. Indiretamente também aumentará a demanda de empregos, uma vez que as propriedades rurais deverão investir na produção, com tecnologia adequada e com mais mão-de-obra, contratando tanto pessoas não qualificadas como qualificadas.  

O setor produtivo regional reconhece a necessidade da tecnologia, da certificação de seus produtos e da orientação no plantio, na colheita, na organização empresarial, na comercial e na distribuição (logística). Certamente o Centro atrairá o interesse de compradores e estimulará a ampliação e instalações de agroindústrias na região, dinamizando a economia regional.

 Uma equipe de Jovens Pesquisadores (Recém Doutores), Pesquisadores Seniors, Técnicos, Estagiários e Consultores será necessária para que o Centro seja implantado e consolidado (48 meses), sendo posteriormente auto-sustentado pelos serviços que serão prestados ao setor produtivo, através de treinamentos, assessorias, consultoria, análises de alimentos, programas de controle de qualidade, programas de Comercialização e Logística (Canais de Distribuição).  

 Esses profissionais darão suporte aos Empresários Rurais e Agroindustriais, na transferência de Tecnologia e no acompanhamento do manejo nas cadeias produtivas, fazendo as intervenções e análises laboratoriais necessárias, devidamente registradas para se ter a rastreabilidade da produção comprovada (não somente a Certificação de Origem), de modo a garantir a certificação da qualidade quando o produto estiver se dirigindo ao consumidor.

Se esse procedimento não for adotado, ou seja, se for utilizado somente o laboratório corre-se o risco das análises indicarem a não qualidade para consumo, comprometendo toda a produção, sem alternativa para o produtor que terá todo o seu trabalho e investimento perdido. Outro apoio importante é o da implantação de cursos de extensão (de curta duração), de interesse do setor produtivo, dando oportunidades para os empresários e trabalhadores se adequarem às novas tecnologias.

Resultados Esperados

         Atração de compradores do mercado interno e externo, interessados em produtos que possuam Qualidade Certificada, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ministério da Saúde, FDA (Foods and Drugs Administration) e IBT, atendendo as Normas Internacionais;

 §          Instalação de Agroindústrias na região, uma vez que a matéria prima já se encontra nas proximidades, além do que o Centro (CQA), estará próximo para realizar as análises e acompanhar a qualidade dentro das agroindústrias diminuindo custos e investimentos para as mesmas;

 §          Organização dos produtores, transformando-os em empresários rurais, que já demonstraram interesse de investimento em tecnologias e processos mecanizados de plantio, colheita, embalagens, transporte, formando cooperativas aptas a abastecer o mercado interno e externo;

 §          Implantação e/ou ampliação de cursos profissionalizantes voltados para o setor visando qualificar a mão-de-obra direta e indireta envolvida com as atividades agropecuárias e agroindustriais;

 §          Geração de empregos diretos e indiretos, qualificados ou não, com maior renda, principalmente para o homem do campo, fixando-o em seu local de trabalho, com melhor qualidade de vida, aliviando os inchaços das cidades que podem assim melhor planejar e adequar a sua infra-estrutura e serviços sociais;

 §          Maior dinamização da Economia Regional, com diversificação da produção, preservação, conservação e recuperação do meio ambiente, gerando oportunidades para outros setores da sociedade, como comércio e serviços.

 O AGROPOLO, com área de abrangência de 28 municípios da região de Barretos visa preservar o meio ambiente e promover o agronegócio entre os micros, pequenos, médios e grandes empreendimentos agroindustriais, evidentemente agregando os conhecimentos científicos e tecnológicos disponíveis nos centros de excelência do Brasil e do Exterior.

A demanda de produtos e serviços é procurada nos grandes atacadistas, nas grandes redes de supermercados, nas agroindústrias e na Bolsa de Mercadoria e Futuros, visando atender o mercado interno assim como a exportação de produtos. Essa demanda pode ser adequadamente absorvida pelos produtores rurais, que aderirem ao AGROPOLO, conforme projetos de cadeias produtivas que se integram seguindo as orientações dos pesquisadores do AGROPOLO. Assim, aplicam-se técnicas adequadas para garantir a qualidade, a produtividade, a comercialização e a geração de empregos, com a fixação do homem no campo, oferecendo-lhe dignidade e melhor qualidade de vida.
 

 

Principais Cadeias Produtivas e Demandas Tecnológicas

De acordo com o diagnóstico regional feito pelo IBT, estão sendo priorizados os projetos que se enquadram nas atividades de Fruticultura, Olericultura, Piscicultura, Pecuária de Corte e Leite, Produção de Grãos (Milho, Café e Soja). Constatou-se durante a fase de diagnóstico, que existe uma grande demanda pela modernização do setor agropecuário e agroindustrial. O uso ainda limitado de calcário, pouca adubação orgânica verde, baixa preservação do solo, baixo uso de inseminação artificial, falta de mão-de-obra qualificada, pressão pelo crescimento da monocultura e a falta de crédito para investimentos tem excluído os micros e pequenos produtores e, portanto a diversificação na produção, causando desemprego e perturbação ao meio ambiente.

Política de Atuação do AGROPOLO de Barretos

Busca da Demanda: Através de contato com atacadistas, redes de distribuição, agroindústrias, Bolsa de Mercadorias e Futuro e Mercado Externo.

Busca da Tecnologia: Universidades, centros e institutos de pesquisa e empresas. (Convênios de Cooperação Científica e Tecnológica).

Busca de Recursos: Agentes financeiros através dos seus programas e linhas de crédito, oficiais ou não, após a elaboração de estudo de viabilidade técnica e econômica. (Contrato Agente Financeiro e Interessado).

Busca de Negócios com Fornecedores: Organização de grupos de produtores para compra em escala (Insumos, Rações etc.), com controle de qualidade e menor custo.

Busca de Negócios com os Clientes: Através de contrato de compra e venda entre produtores e mercado, auxiliando na negociação, dimensionando e orientando a implantação da tecnologia mais adequada para as propriedades. Os produtores assumem o compromisso social de colocar menores na escola e gerar empregos, principalmente para trabalhadores não qualificados, pelo menos 3 empregos em cada propriedade e após a venda da produção destinar ao Agropolo 5% do valor faturado, para auxiliar a continuidade do programa.

Divulgação: Promovendo o relacionamento com os produtores rurais, através de chamadas pela mídia, com a finalidade de informar os diversos programas e sub-programas do AGROPOLO, como palestras, cursos, reuniões de temas específicos e de política de operacionalização do projeto.

Central de Atendimento: Os Pesquisadores e consultores da equipe do IBT, envolvidos com o AGROPOLO, se organizarão para atendimento aos interessados, por atividades específicas e predominantes na região.

Articulação: Os coordenadores do projeto se prepararão para o relacionamento com os parceiros, órgãos governamentais e empresas visando a promoção do agronegócio, organização das pequenas propriedades em empresas rurais, geração de oportunidades e empregos e agilização na implantação de programas que visam a modernização do setor, a qualidade total, assim como a preservação ambiental.

Identificação dos Gargalos

Alguns dos principais pontos que contribuem para a baixa competitividade do produtor e discreto crescimento da produção na região do Agropolo:

   Necessita de investimentos em irrigação automatizada, para otimizar o uso racional da água;

·          Produtor descapitalizado (Pequenos produtores sem alternativas);

·          Aparato produtivo sucateado (Pequenos produtores);

·          Baixa capacitação tecnológica segundo a atual demanda (Pequenos produtores);

·          Baixa produtividade por Hectare (Pequenos produtores);

·          Alternância de resultados financeiros do produtor;

·          Aspectos culturais que dificultam a organização dos produtores em cooperativas e associações;

·          Dificuldades para transportar a produção dos pequenos produtores;

·          Dificuldades para comercializar a produção

Busca de Soluções

O AGROPOLO surge como meio de transferir o conhecimento científico e tecnológico, adequadamente, dos centros de excelência aos produtores rurais e aos agroindustriais. A biotecnologia e a agricultura de precisão, na medida correta, devem ser aplicadas, não se excluindo as propriedades pelo seu tamanho ou pelo seu poder econômico.  

O AGROPOLO prioriza as micro e pequenas propriedades rurais, que devem ser transformadas em micro e pequenas empresas rurais, saindo da informalidade para ter condições de realizar negócios com os grandes empreendimentos agropecuários. Essa é a grande função do Núcleo de Agronegócios do AGROPOLO, ou seja, buscar na demanda das grandes empresas o caminho para os pequenos produtores rurais, para que tenham o suporte quanto à tecnologia, qualidade, escala de produção, produção o ano todo, treinamento, gestão e comercialização. Dão suporte às atividades do Núcleo de Agronegócios, os núcleos: Ambiental; de Documentação e Informação e o Núcleo de Transferência de Tecnologia. Uma equipe multidisciplinar procura através de ações ou projetos específicos, o acesso às informações, às formas de se transferir a tecnologia e a preservação, recuperação e educação ambiental.

Plataforma Tecnológica

O Programa Agropolo foi projetado para ser sustentável, uma vez que visa contribuir com a modernização do setor produtivo agropecuário e agroindustrial, gerando oportunidades, emprego e renda (Compromisso Social), assim como conservar, preservar e recuperar o meio ambiente (Compromisso Ambiental), tornando a região mais competitiva e com melhor qualidade de vida, fixando o homem no campo oferecendo-lhe condições dignas. O Programa Agropolo está estruturado para interagir com a comunidade empresarial, acadêmica e governamental através dos seguintes Núcleos:

NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO

O Agropolo procura manter um Banco de Dados atualizado, com informações relacionadas à Legislação Ambiental, à Política Agrícola, ao Mercado Interno e ao Comércio Exterior e suas tendências, assim como um Banco de Dados para suprir com informações técnicas, o Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural. Presta serviço de informação Meteorológica (Estação de Coleta de Dados Meteorológicos de um convênio entre o IBT e o MCT) e de Geoprocessamento através de fotos de satélite, para medição de áreas rurais com especificação de seu conteúdo. Administra o seu Provedor de Internet e Intranet, assim como o acesso privilegiado a Bancos de dados de Instituições parceiras e de Bibliotecas Físicas e Virtuais.

NÚCLEO AMBIENTAL
Como Núcleo responsável pela gestão ambiental do Agropolo oferece assessoria técnica, jurídica e acompanhamento técnico, sempre que houver exigência legal ou evidências técnicas que indiquem a necessidade dessas formas de monitoramento. A legislação ambiental e os princípios científicos de sustentabilidade dos ecossistemas são as bases que norteiam as ações do Núcleo. São mantidos em caráter permanente três módulos de atividades: 1- Informação, Cultura e Educação para o Ambiente; 2- Diversificação da Produção e Agricultura Familiar e 3- Certificação da Produção Agrícola e Florestal (Monitoramento, Certificação e Marketing Ambiental).
 
NÚCLEO TRANSFERÊNCIAS DE TECNOLOGIA

A partir deste Núcleo os conhecimentos científicos e tecnológicos, disponíveis nos chamados centros de excelência e nas Instituições locais, são aplicados para suprir as necessidades do setor produtivo, buscando a racionalização, o aumento da produtividade e maior competitividade. São desenvolvidos programas que contemplam quatro frentes: 1- Diversificação Produtiva (Cadeias Produtivas e Agregação de Valores); 2- Acesso ao Mercado; 3- Desenvolvimento Tecnológico; 4- Capacitação (Qualificação e Requalificação de Profissionais) e Assistência Técnica. Nesse sentido é dada especial atenção à Biotecnologia, à Mecanização Agrícola e a Automação (Instrumentação e Informática). Profissionais e especialistas de Universidades ou mesmo autônomos, são contratados para atender temas específicos. 

NÚCLEO DE AGRONEGÓCIO

Realiza a divulgação e promoção de negócios que envolvam transferência de conhecimentos e de produtos que possam inserir o setor produtivo agropecuário no mercado nacional e internacional, com base em padrões globais de competitividade. Contempla os Grandes Produtores Agropecuários, mas prioriza os pequenos com orientação e agregação de valores para que possam ter escala de produção, qualidade e continuidade de fornecimento de produtos o ano todo. Auxilia na comercialização e promove eventos, feiras, seminários, congressos, conferências, mostras tecnológicas e outras atividades relacionadas com as diversas organizações como Sindicatos, Associações, Federações, etc. que estejam diretamente ligados aos interesses do Agropolo. Promove o relacionamento entre os micros, pequenos e grandes empreendimentos agropecuários. Orienta na criação de Cooperativas e Associações visando catalisar a realização de negócios.

CENTRO DE TREINAMENTO

É evidente que para a implantação, consolidação e sucesso do projeto aqui apresentado torna-se necessário a implantação também de programas de treinamento que visem objetivamente, esclarecer, sensibilizar, transferir conhecimentos e preparar os empreendedores rurais (agropecuária e agroindústria) e a população em geral, para os desafios dos novos tempos. Nesse sentido os programas de treinamento já realizados, assim como aqueles em andamento e outros que serão programados, contribuirão significativamente com os objetivos propostos e que demonstrará uma nova demanda de treinamento que será adotada no programa de treinamento continuado. 

AÇÕES EM DESENVOLVIMENTO

- Trabalho no sentido de agrupar os pequenos produtores segundo suas atividades, para facilitar desde o planejamento até a comercialização da produção; 

- Diversificação das atividades produtivas segundo a vocação edafoclimática regional e uso de novas tecnologias para viabilizar a produção;

 - Busca de Recursos junto ao setor privado e aos órgãos de Fomento para investimento em infra-estrutura agroindustrial e nas atividades agropecuárias;

 - Busca de recursos para a implantação de laboratório para o Controle e Certificação da Qualidade Ambiental e de Alimentos, ao longo das cadeias produtivas do setor agropecuário e agroindustrial, segundo padrão internacional;

 - Busca de Recursos para a implantação de Pesquisas Tecnológicas para suprir, de forma continuada, as inovações necessárias, de forma multidisciplinar, às cadeias produtivas da Região.

NOVOS DESAFIOS

O AGROPOLO realiza a divulgação e promoção de negócios que envolvem transferência de conhecimentos e de produtos (Marketing Tecnológico), que possam inserir o setor produtivo agropecuário no mercado nacional e internacional, com base em padrões globais de competitividade. O ponto forte é a intensificação da busca da demanda de produtos agropecuários e a aproximação dos grandes empreendimentos com os produtos agrícolas produzidos nas pequenas propriedades

O AGROPOLO tem, também, compromisso social e acredita que dos poucos lugares que podem absorver mão-de-obra, pouco qualificada, são exatamente as micro e pequenas propriedades rurais. Assim, a geração de empregos, com dignidade e melhor qualidade de vida, certamente fixarão o homem no campo, contribuindo sobremaneira com a inversão do êxodo rural.

 O desafio é crescer de modo integrado, Governo, Universidades e Iniciativa Privada, para atender as necessidades de consumo interno e ganhar espaço no mercado externo. Essa é uma das razões da necessidade do AGROPOLO estar qualificado para liderar o processo de transferência de Tecnologia, do Controle de Qualidade e de fortalecimento do Comércio, colocando produtos da Região no mercado Nacional e Internacional. 

Para tanto se faz necessário a formulação de um conjunto de regras consistentes e duradouras capazes de dar as diretrizes que o setor precisa para crescer. Para isso estratégias foram cuidadosamente formuladas e estão sendo aplicadas paulatinamente, o que tem dado consistência a cada passo nos avanços do AGROPOLO.

 Atuar junto aos pequenos produtores, principalmente àqueles da agricultura familiar, para formar uma consciência de coletivismo criando uma estrutura produtiva forte que atenda a demanda atual e exigente do mercado consumidor. Nestes casos, reuniões e palestras de sensibilização estão sendo feitas e devem se intensificar, pois torna-se necessário selecionar e preparar os empresários rurais para a competitividade globalizada.

 A industrialização, a exigência da qualidade dos produtos, a preservação ambiental e a competitividade internacional fizeram com que o agronegócio regional sofresse uma mudança radical.

 A tecnologia da informação (Meteorologia, Informações de Satélite, Informática, Internet e Geoprocessamento), a tecnologia de reprodução animal, a tecnologia aplicada à produção vegetal, a tecnologia de melhoria genética de animais e de vegetais, a rastreabilidade animal, vegetal e ambiental e a agricultura de precisão, todas aplicadas ao longo de cadeias produtivas, mostram que não há mais espaço para o produtor, principalmente o pequeno, desenvolver o seu negócio de forma isolada. Ele tem que se aproximar de estruturas que possam ajudá-lo a enfrentar essa realidade, que não tem volta.

 O Agropolo de Barretos, ainda em fase de implantação, tem se firmado como uma das alternativas concretas para enfrentar os desafios do novo século. Isso ficou constatado durante a Agrotec’99 – Conferência Internacional de Agropolos e Parques Tecnológicos Agroindustriais , realizada em Barretos durante o mês de Novembro / 99. O modelo de Agropolo, como alternativa moderna, foi consenso de Políticos, Empresários e da Comunidade Científica do Brasil e do Exterior (Seis Países).

 Nos países desenvolvidos essas iniciativas levaram em média 20 anos para se concretizar e contribuíram sobremaneira para o desenvolvimento econômico e social. Assim, tem-se que trabalhar muito nessa direção e aproveitar as experiências internacionais para se ganhar tempo e consequentemente gerar empregos e renda para todos, em prazos menores. O resultado poderá ocorrer em menor tempo, se existir apoio. Não existe desenvolvimento social se não existir o desenvolvimento econômico e não tem sentido o desenvolvimento econômico se não ocorrer o desenvolvimento social.

 O AGROPOLO de Barretos tem grande papel na construção e consolidação do Agronegócio Regional (conforme detalhado pelo Programa SEBRAE de Desenvolvimento Local, no PLANO DE AÇÃO – ITEM 1 - PROPOSTAS REGIONAIS, elaborado pela FUNDACE e coordenado pelo Prof. Dr. Roberto Vermulm – FEA/USP e pelo Prof. Dr. Rudinei Toneto Jr – FEA/USP/RP  - www.ibt.org.br/Barretos.pdf ),  atuando junto aos pequenos produtores, garantindo a agregação de valores, a modernização da comercialização interna e externa e o desenvolvimento tecnológico, tendo assim o objetivo central de gerar riquezas, fixar pessoas em suas bases e preservar o meio ambiente.(veja www.ibt.org.br para mais informações)

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